2° infectado por varíola dos macacos no Brasil, morador de Vinhedo evolui clinicamente bem, diz prefeitura

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente, que não teve a identidade revelada, já encontra-se em estágio de baixo risco de transmissão do vírus, mas mantém o isolamento em casa, assim como os familiares.

O restante da família está assintomático, completou a pasta. No entanto, todos serão acompanhados pela Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica do município por 21 dias.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, responsável por divulgar a confirmação, o caso é considerado importado, já que o paciente tem histórico de viagem para Portugal e Espanha e teve os sintomas e as primeiras lesões na pele na Europa.

O resultado positivo foi confirmado por um laboratório espanhol após o desembarque no Brasil, no dia 8 de junho.

O primeiro caso da doença no país foi confirmado na quinta-feira (9) pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença, foi colocado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital. Ele também tem bom estado clínico.

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Vista aérea de Vinhedo (SP) — Foto: Acervo/Prefeitura de Vinhedo

Vista aérea de Vinhedo (SP) — Foto: Acervo/Prefeitura de Vinhedo

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas costas
  • gânglios (linfonodos) inchados
  • calafrios
  • exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

A varíola dos macacos vai virar uma pandemia?

  • Evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado;
  • Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente;
  • Higienização das mãos, lavando-as com água e sabão e/ou uso de álcool gel.

Conteúdo original publicado por g1.globo