Anomalia de Ebstein: entenda a condição médica da filha de Juliano Cazarré

“Chamada de Anomalia de Ebstein, a má formação acomete principalmente a válvula tricúspide, que separa o átrio direito do ventrículo direito. De incidência rara (1 a cada 10 mil nascimentos), a anomalia faz com que a válvula se localize de maneira baixa, não se fechando da forma correta, ocasionando congestão e, consequentemente, uma insuficiência cardíaca”, explica Ausonius Sawczuk, cardiologista do Hospital Albert Sabin.

O texto, assinado pelos pais da pequena, conta que o problema foi identificado ainda durante o pré-natal. Quando os médicos se deram conta da gravidade da anomalia, Juliano e a esposa optaram por vir para São Paulo para que o parto e a posterior cirurgia corretiva fossem realizados por uma equipe especializada.

Esse tipo de problema pode ser detectado a partir da vigésima quinta semana de gestação, por meio do ecocardiografia fetal. De acordo com o médico, em casos severos, a criança pode sofrer danos pulmonares, uma vez que o sistema cardíaco está intimamente conectado ao respiratório.

“Muitas vezes a cirurgia é definitiva. Às vezes é feita a troca da válvula, a plastia (processo cirúrgico restaurativo) ou tratamento medicamentoso para controle dos sinais e sintomas. Depende da gravidade da doença e do tipo de apresentação da válvula”, ressalta o cardiologista.

O átrio anormalmente grande é o que torna a válvula insuficiente, por diminuir sua capacidade de contração. “Sua posição anômala torna o próprio coração maior do que o normal”, detalha. Apesar do sucesso da intervenção cirúrgica, o acompanhamento do quadro deve ser feito ao longo de toda a vida para garantir a evolução adequada do caso.

Conteúdo original publicado por g1.globo