Caso suspeito de varíola dos macacos é descartado em Juiz de Fora, afirma Prefeitura

Nesta quarta-feira (29), o g1 mostrou que a suspeita havia sido confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Na ocasião, o paciente foi isolado para realização dos procedimentos e a amostra encaminhada para a Fundação Ezequiel Dias (Funed).

A reportagem entrou em contato com a SES-MG nesta quinta-feira para mais informações, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Também na quarta-feira, um exame liberado pelo Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso em Minas Gerais, em Belo Horizonte. Trata-se de paciente do sexo masculino, 33 anos, que esteve na Europa no período entre 11 e 26 de junho deste ano. A investigação confirmou que se trata de notificação importada.

O paciente está estável e em isolamento domiciliar. Os contactantes estão sendo monitorados e até o momento não houve identificação de registros secundários.

Minas Gerais reportou 11 casos suspeitos de varíola dos macacos ao Ministério da Saúde. Oito deles já foram descartados e dois seguem em análise, confira:

  • Casos descartados: Belo Horizonte (3), Ituiutaba (2), Ribeirão das Neves (1), Ouro Preto (1), Uberlândia (1);
  • Casos em investigação: Varginha (1), Pará de Minas (1);
  • Casos confirmados: Belo Horizonte (1).

Até o momento, segundo a SES-MG, os casos suspeitos não têm histórico de deslocamentos ou viagens para o exterior. Também não há outros sintomáticos entre os contatos próximos a esses pacientes.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.

A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

  • Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis.
  • Da mãe para o feto através da placenta.
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele.
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

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Conteúdo original publicado por g1.globo