Cidade de SP aplica 5ª dose contra Covid em maiores de 50 anos imunossuprimidos

A cidade de São Paulo começou a aplicar a quinta dose de vacina contra Covid-19 em maiores de 50 anos com alto grau de imunossupressão.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), com base 38ª atualização do Plano Estadual de Imunização (PEI) contra a doença.

A 5ª dose, ou terceira dose de reforço, é restrita para maiores de 50 anos, imunossuprimidos e que receberam a segunda dose adicional há mais de quatro meses (122 dias).

Para a aplicação, é necessário apresentar documento de identificação, comprovante de vacinação físico ou digital e um comprovante da condição de risco. A comprovação da imunossupressão pode ser feita por meio de receitas médicas ou relatórios, físicos ou digitais, com carimbo do médico e emitidos há menos de dois anos.

Nesta semana, a capital também ampliou os grupos elegíveis para receber a 4ª dose (segundo reforço) contra Covid-19, que atualmente abrange:

  • Pessoas acima dos 50 anos de idade;
  • Profissionais de saúde maiores de 18 anos;
  • Pessoas com alto grau de imunossupressão com mais de 18 anos (inclusive gestantes e puérperas);
  • Adolescentes com imunossupressão com 12 a 17 anos de idade (inclusive gestantes e puérperas).

Em todos os casos, a nova dose de reforço só pode ser aplicada se a pessoa já tiver completado o intervalo de quatro meses desde o recebimento da terceira dose.

A expansão do público-alvo segue a recomendação da nota técnica do Ministério da Saúde (MS), publicada no sábado (4). Com isso, mais de 1,5 milhão de pessoas se tornaram elegíveis para receber a 4ª dose no município, sendo 942,8 mil adultos entre 50 e 60 anos e 600 mil profissionais de saúde maiores de 18 anos.

Reforço para adolescentes

O estado de São Paulo começou no final de maio a aplicação da primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos.

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Vacinação de adolescentes contra a Covid-19 em São Paulo. — Foto: CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Vacinação de adolescentes contra a Covid-19 em São Paulo. — Foto: CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, os municípios podem utilizar Pfizer e CoronaVac, conforme disponibilidade nas unidades de saúde. Estes são os dois imunizantes aprovados para o público adolescente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embora a nota técnica do governo federal priorize a vacina da Pfizer, a pasta estadual não faz essa distinção entre os dois fabricantes, somente no caso dos adolescentes imunocomprometidos, nos quais deve-se utilizar apenas a vacina da Pfizer.

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Conteúdo original publicado por g1.globo