Isometepteno: para que serve, como usar e posologia

O isometepteno é um analgésico indicado para dor de cabeça ou enxaqueca, sendo normalmente encontrado em associação com a dipirona e a cafeína, pois age causando uma contração dos vasos sanguíneos, o que contribui para reduzir a dor e aumentar o efeito analgésico e antiespasmódico da dipirona e da cafeína.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de comprimidos ou gotas, contendo mucato de isometepteno, dipirona , vendido com os nomes comerciais Neosaldina ou Doralgina, por exemplo.

Embora o isometepteno possa ser comprado sem necessidade de receita médica, é importante que o tratamento da dor de cabeça ou enxaqueca seja feito com orientação médica, após avaliação da sua causa. Veja as principais causas de dor de cabeça

Para que serve

O isometepteno é indicado para o tratamento de diversos tipos de dor de cabeça, incluindo enxaqueca. Confira os principais tipos de dor de cabeça

Além disso, devido ao seu efeito analgésico, o isometepteno também pode se indicado para o alívio da dor causada por cólicas abdominais.

O isometepteno começa a fazer efeito após cerca de 15 a 30 minutos após sua ingestão e dura cerca de 4 a 6 horas.

Como usar e posologia

O isometepteno deve ser tomado por via oral, nos horários estabelecidos pelo médico.  

A posologia do isometepteno varia de acordo com sua apresentação, que inclui:

  • Comprimidos (isometepteno 30 mg, dipirona 300 mg e cafeína 30 mg): a dose normalmente recomendada para adultos ou crianças com mais de 12 anos é de 1 a 2 comprimidos, em dose única, tomados a cada 6 horas, conforme orientação médica. A dose máxima é de 8 comprimidos por dia; 
  • Gotas (isometepteno 50 mg, dipirona 300 mg e cafeína 30 mg): a dose normalmente recomendada para adultos ou crianças com mais de 15 anos é de 30 a 60 gotas, tomadas em dose única, a cada 6 horas, conforme orientação médica. Para crianças com de 1 a 14 anos, a dose deve ser calculada pelo pediatra de acordo como peso da criança.

O isometepteno deve ser usado pelo tempo de tratamento orientado pelo médico.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o tratamento com o isometepteno são dor no estômago ou intestino, má digestão ou diarreia, coloração avermelhada da urina, pressão baixa, arritmias cardíacas, ardência ou urticária na pele.

O isometepteno pode causar reações alérgicas graves que necessitam de atendimento médico imediato. Por isso, deve-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, tosse, inchaço na boca, língua ou rosto, vermelhidão ou formação de bolhas na pele. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave.

Além disso, por conter dipirona na sua formulação, esse remédio pode causar agranulocitose, que é uma diminuição da quantidade de glóbulos brancos do sangue que participam da defesa do organismo contra infecções. Essa condição pode ser percebida através de sintomas como formação de feridas na boca, febre, calafrio, prostração em que o adulto ou criança podem ficar com o corpo mole ou movimentos lentos, sendo recomendado levar a criança ou ir ao hospital imediatamente, pois a agranulocitose pode colocar a vida em risco.

Quem não deve usar

O isometepteno não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação, durante crises de pressão alta, na presença de alterações no hemograma do exame de sangue, ou por pessoas com a função da medula óssea prejudicada ou com doenças relacionadas com a produção das células sanguíneas.

Além disso, esse remédio não deve ser usado por pessoas que tenham alergia ao isometepteno ou qualquer outro componente da fórmula.

O uso do iaometepteno por crianças deve ser feito somente se recomendado pelo pediatra, sendo que os comprimidos não devem ser usados por menores de 12 anos, e as gotas não devem ser usadas por crianças com menos de 1 ano.

Por conter dipirona na sua composição, esse remédio também não deve ser usado por pessoas com porfiria hepática aguda intermitente ou deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase

Conteúdo original publicado por Tua Saúde