Mamas, rinoplastia e lipo: Brasil está entre países que mais fazem cirurgias plásticas; veja lista e ranking

O Brasil voltou a ser o segundo maior em realização de cirurgias plásticas no mundo em 2020, ano dos dados globais mais recentes disponíveis, perdendo só para os Estados Unidos. Nos dois anos anteriores (2018 e 2019), os brasileiros estavam no topo do ranking, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês).

Cirurgias plásticas no Brasil e nos EUA (2018-2020)

BRASILESTADOS UNIDOS
20181.498.3271.492.383
20191.493.6731.351.917
20201.306.9621.485.116

Por aqui, o que os pacientes mais procuraram em 2020 foi a lipoaspiração, seguida da prótese mamária. Veja a lista:

  • Lipoaspiração
  • Aumento de mama
  • Cirurgia de pálpebra
  • Abdominoplastia
  • Lifting de mama
  • Rinoplastia

“No Brasil temos um cenário que é centrado na cirurgia corporal. Somos um país tropical, há uma maior exposição do corpo. A procura das pacientes por cirurgias corporais como mama, abdômen, cintura é bem alta”, explica Alexandre Munhoz, cirurgião plástico do Hospital Sírio-Libanês.

E não são só as mulheres que procuram os centros cirúrgicos. Segundo Munhoz, 25% dos pacientes dele hoje são homens. “Quinze anos atrás esse número não chegava a 5%. Eles estão procurando cirurgia para melhorar a parte estética. Estamos vivendo mais e esses homens estão vendo os sinais de envelhecimento”.

Veja o ranking dos países que mais fizeram procedimentos cirúrgicos em 2020:

  1. Estados Unidos (1.485.116)
  2. Brasil (1.306.962)
  3. Rússia (478.200)
  4. México (456.489)
  5. Alemanha (425.855)
  6. Turquia (360.542)
  7. Argentina (284.320)
  8. Índia (255.528)
  9. Itália (245.400)
  10. Japão (222.642)

Curiosamente, segundo o ISAPS, o Brasil ficou em primeiro lugar do ranking de cirurgia feitas no rosto, como rinoplastia e lifting facil. Para os médicos ouvidos pelo g1, a procura por cirurgias na face é reflexo da era das selfies e também das reuniões virtuais, comuns durante a pandemia.

“Essa vontade de estar bem consigo mesmo foi exacerbada com a popularização das selfies. As pessoas começaram a se autoanalisar e a cirurgia do nariz começou a ser mais procurada. O nariz, sozinho, pode embelezar ainda mais o rosto”, acredita o cirurgião plástico Volney Pitombo, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

“Em 2020, tivemos um contingente muito grande de pessoas em lockdown. Mulheres e homens passaram a ter uma exposição muito grande do rosto durante reuniões online, em câmeras que não são ideais, luz que não é ideal. No final de 2020 começou um boom de pacientes procurando por cirurgias de face (pálpebra, nariz, rosto)”, completa Munhoz.

Segundo o levantamento do ISAPS, 87.879 rinoplastias foram feitas no Brasil em 2020. Em segundo lugar vem a Turquia, com 66.950 e, em terceiro, os Estados Unidos, com 55.436.

Quando uma cirurgia plástica é recomendada?

Raio-x das cirurgias mais realizadas em 2020

Ela remodela áreas específicas do corpo, removendo o excesso de depósitos de gordura. Para um bom resultado, precisa ser feita de forma homogênea, justamente para quando a pessoa engordar, não haver depressão de um lado e sobreposição do outro.

A lipoaspiração é realizada através de pequenas incisões e pode ser feita em diversas partes do corpo, como culote, barriga, costas, braços e pescoço. Em alguns casos, a paciente pode optar em fazer em conjunto com outros procedimentos, como redução de mama e abdominoplastia. O inchaço causado pela cirurgia desaparece após alguns meses.

Os especialistas alertam que ela não é um tratamento para obesidade e não substitui a prática de exercício físico e hábitos alimentares.

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Lipoaspiração foi a cirurgia mais feita no Brasil em 2020 — Foto: Pixabay

Lipoaspiração foi a cirurgia mais feita no Brasil em 2020 — Foto: Pixabay

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o procedimento pode aumentar o tamanho e a projeção do seio, melhorar o equilíbrio do corpo, além de melhorar a autoestima. O implante também pode ser utilizado para reconstruir a mama após mastectomia ou lesão. Junto com a cirurgia, a mulher pode optar pelo lifting de mamas (mastopexia).

Apesar de ser a segunda cirurgia mais procurada em 2020, muitas mulheres também estão fazendo o movimento contrário: a retirada do implante de silicone. Uma das causas pode ser a doença do silicone (leia mais aqui).

Os resultados são imediatamente visíveis e a tendência é que, com o tempo, o inchaço diminua.

A cirurgia de pálpebra também é chamada de blefaroplastia. Ela melhora a aparência das pálpebras superiores, inferiores ou ambas. O procedimento deixa a área mais rejuvenescida, fazendo com que o olhar pareça mais descansado e alerta.

“Essa cirurgia é bem comum entre pessoas de 30 e 40 anos. Esse procedimento funciona como uma limpeza dessa pele, tira o excesso de pele nos olhos”, explica Pitombo. Os resultados aparecem gradualmente à medida que o inchaço e os hematomas diminuem.

A região dos olhos é delicada e demanda cuidados. “O principal problema que pode surgir nessa cirurgião é a retirada a mais da pele e o paciente ficar com o olho muito exposto. Essa maior exposição pode provocar lacrimejamento, olho vermelho e também úlcera de córnea, por exemplo”, alerta Alexandre Munhoz.

A abdominoplastia remove o excesso de gordura e pele do abdômen, criando um perfil mais suave e tonificado. Assim como a lipoaspiração, não é um procedimento para tratar obesidade.

“Ela é indicada para pessoas que têm excesso de pele, dobras, mulheres que passaram por gravidez, pessoas com flacidez. Você faz o corte na região da púbis e retira esse excesso de pele”, explica Pitombo.

Os resultados podem demorar a aparecer por conta do inchaço.

Segundo dados do ISAPS, o Brasil liderou o ranking mundial de rinoplastia em 2020 – foram 87.879 cirurgias realizadas.

A cirurgia do nariz pode melhorar a aparência e proporção do nariz e também pode corrigir dificuldade respiratória.

A rinoplastia pode mudar: o tamanho do nariz; a largura do dorso nasal; o perfil; a ponta do nariz; narinas grandes, largas ou arrebitadas; assimetria e desvio nasal. No entanto, o paciente pode demorar até um ano para ver o resultado completo da cirurgia.

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Conteúdo original publicado por g1.globo