Principais remédios para dor no estômago

Os remédios para dor no estômago, como os antiácidos ou os protetores gástricos, ajudam a reduzir a dor e a sensação de queimação, pois agem inibindo a produção de ácido, ou neutralizando a acidez no estômago, além de aumentar a velocidade de esvaziamento do estômago.

A dor de estômago, geralmente, é causada pelo excesso de acidez do conteúdo gástrico, excesso de gases, gastrite, úlceras no estômago, refluxo gastroesofágico ou pela ingestão de alimentos contaminados, que além da dor, podem também causar vômitos e diarreia. Veja as principais causas de dor no estômago

O tratamento da dor no estômago com remédios deve ser orientado pelo gastroenterologista, de acordo com sua causa. Além disso, esses remédios podem causar efeitos colaterais como aumento da pressão arterial, problemas nos rins, dor de cabeça, ou até arritmia cardíaca.

1. Antiácidos

Os antiácidos são remédios que agem neutralizando rapidamente o ácido do estômago, que é produzido para ajudar na digestão dos alimentos. Ao neutralizar o ácido, esses remédios fazem com que o estômago seja menos agredido pelo ácido, aliviando temporariamente a dor no estômago, azia ou sensação de queimação, causados por má digestão, gastrite ou refluxo gastroesofágico, por exemplo.

Esses medicamentos normalmente contêm hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, carbonato de cálcio ou bicarbonato de sódio, podendo ser encontrados com os nomes comerciais como Sal de Frutas Eno, Estomazil, Pepsamar ou Maalox, por exemplo.

Os antiácidos devem ser tomados por um curto período de tempo, por no máximo 2 semanas, sendo que o uso excessivo ou por tempo maior do que o recomendado, pode causar acidez rebote, que é quando o estômago aumenta a produção de ácido por perceber que a acidez diminuiu e, assim, a dor no estômago pode piorar.

Além disso, os antiácidos podem causar efeitos colaterais como diarréia, prisão de ventre, náuseas, vômitos, aumento da pressão arterial ou problemas nos rins, e não são recomendados para crianças com menos de 12 anos.

2. Inibidores da produção de ácido

Os remédios inibidores da produção de ácido agem diminuindo a quantidade de ácido clorídrico que é produzido no estômago, reduzindo a dor, azia, sensação de queimação no estômago ou arrotos excessivos, causados por refluxo gastroesofágico, gastrite ou úlceras no estômago. 

Alguns exemplos desses remédios são os inibidores da bomba de prótons, como omeprazol, esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol, ou os antagonistas dos receptores da histamina, como cimetidina, nizatidina ou famotidina, por exemplo.

Os inibidores da produção de ácido devem ser utilizados somente com indicação médica, pois podem provocar efeitos colaterais como problemas nos rins, dor de cabeça, diarreia, formação de bolinhas na pele, dor abdominal, dor muscular ou deficiência de vitamina B12, por exemplo.

3. Aceleradores do esvaziamento gástrico

Os aceleradores do esvaziamento gástrico agem aumentando os movimentos intestinais e acelerando o tempo que a comida fica no estômago, sendo geralmente indicados nos casos de dor no estômago causada por refluxo gastroesofágico ou vômitos.

Alguns exemplos aceleradores do esvaziamento gástrico são a domperidona, metoclopramida ou cisaprida, que devem ser usadas com indicação médica, e são contra-indicados para pessoas com risco de hemorragia, obstrução ou perfuração no estômago ou intestino.

Além disso, os aceleradores do esvaziamento gástrico podem causar efeitos colaterais como diminuição da pressão arterial, agitação, nervosismo, sonolência, diarréia, boca seca, retenção de urina ou até palpitação ou arritmia cardíaca.

4. Protetores gástricos

Os protetores gástricos formam um muco que serve como uma barreira protetora do estômago, impedindo que o ácido cause danos na parede estomacal, ajudando a aliviar a queimação e a dor, causados por gastrite crônica ou úlcera no estômago ou duodeno, por exemplo.

O organismo tem um mecanismo em que produz um muco protetor da mucosa do estômago, impedindo que o ácido o agrida. No entanto, em alguns casos, a produção desse muco pode diminuir, levando à agressão da mucosa. Assim, o médico pode indicar o uso dos protetores gástricos, como o sucralfato e os sais de bismuto.

Os efeitos colaterais mais comuns provocados pelos protetores gástricos são escurecimento das fezes, tontura, dor de cabeça, boca seca, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, formação de bolinhas na pele ou distúrbios psicóticos. 

5. Antibióticos

Os antibióticos, como a claritromicina associada à amoxicilina ou ao metronidazol, por exemplo, podem ser indicados pelo médico nos casos de úlceras no estômago ou gastrite, causadas por uma infecção pela bactéria Helicobacter pylori.   

Esses antibióticos devem ser usados somente com indicação médica, após realização de exames de diagnóstico, como o teste de urease, para detecção da bactéria no estômago. Saiba como é feito o teste de urease.  

Os antibióticos podem causar efeitos colaterais como diarreia, vômitos, má digestão, náusea, dor abdominal, reações na pele, dor de cabeça, alterações do paladar e insônia.

Remédios caseiros para dor no estômago

Os remédios caseiros para dor de estômago, como o chá de espinheira-santa, aroeira, alface, dente-de-leão ou de artemísia, por exemplo, podem ajudar a reduzir a acidez ou a inflamação no estômago, e podem ser usados para complementar o tratamento indicado pelo médico. 

Esses remédios caseiros são uma boa opção para ajudar a controlar a dor ou a sensação de queimação no estômago, podendo ser tomados de 3 a 4 vezes por dia, de preferência em jejum, e entre as refeições. Veja como preparar os chás para dor de estômago

Além disso, deve-se reduzir o estresse, fazer uma alimentação pobre em doces, gorduras e frituras, evitar a ingestão de refrigerantes e bebidas alcoólicas e evitar o uso de cigarro.

Assista o vídeo sa seguir com a nutricionista Tatiana Zanin com dicas de alimentação para aliviar a dor no estômago:

Conteúdo original publicado por Tua Saúde